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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Sonho-me!

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Andando a pensar...
Em boa companhia...
Voltemos a observar...
Era dia de sol, azul...
Na proteção e segurança...
Na insegurança do rangido da madeira...
Na confusão dos relatos...
No embaraço da sutileza...
Como o mar, como o rio...
Embaralhados, barulhentos...
Que se entrelaçam, se movimentam como nuvens trazendo chuva...
Como monstros a lutar...
E ao mesmo tempo na leveza do olhar...
Na fixação em relaxar...
Não precisa uma única voz...
Há sintonia no entendimento...
E bem lá na casa... aquela que range, escuto o rangido do meu coração...
Machucado, magoado, lúcido, com velharias...
Lá, bem no fundo, um móvel parado, velho, intacto, assustador e antiquado...
Bem na parede amarelada do tempo, os livros pendurados como as histórias esquecidas que querem chamar á atenção, se não estariam guardadas!
Na Ave Maria, a paz, o aconchego, a fuga, a orientação, a pureza, a meninice...
No Aleluia, por poder se sentir útil, no poder se sentir capaz de fazer algo por conta própria, mas reclamando a falta...
No perfume, ou melhor, na falta dele, a falta também do sabor da vida...
No vazio da casa ou no contentamento...
No habitar que é simples, revolto, estranho, cavernoso, sozinho, aterrorizante, assustador, no entanto que procura a paz, o distanciamento do universo!
O não existir.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

Deixar-se florir...

Uma flor inocente e intacta,
É tocada de maneira vil e se despedaça,
Morre sem água, sem zelo, sem luz, sem cuidado,
Não cresce, não se desenvolve nem mesmo lado a lado,
Não se deixa ser tocada porque sua alma está ferida,
Mas, com cuidado e zelo poderá desabrochar de novo na vida,
Poderá se olhar,
Poderá se amar,
Pois com água, luz e um bom terreno fértil ressurge das cinzas,
Ressurge na Psicoterapia...
E novamente se faz florir...

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domingo, 23 de abril de 2017

Zele por mim, Zele por ti, Zele por nós!

Numa casinha amarelinha no meio da floresta mora uma senhora muito zelosa e seu filho, o grande Flagelo.
O grande lema de Flagelo é: amar minha mãe, zelar por minha mãe, deixar de ser eu mesmo, para podermos ser só um. O grande lema da mãe dele é zelar pelos filhos, amar os filhos e sermos só um!
Na floresta passou uma ventania e Flagelo disse preciso ir para casa antes que minha mãe sinta minha falta e a mais de uma hora a senhora sua mãe desesperada, despedaçada, pergunta a todos cadê o seu amado Flagelo pois ele poderá despedaçar-se. Então Flagelo chega e diz, foi o cavalo que demorou... Foi o vento... Foi a lua... Foi a chuva... Eu não sei o que dizer: eu não sou zeloso? Lhe abandonei prolongando minha liberdade? Estou arrasado. Sua mãe então disse: uma ventania é perigosa, e até a lua pode te queimar, você pode se machucar! E o grande Flagelo pensa: eu deveria ter avisado! Eu sou culpado disso tudo. Eu sou realmente um  grande Flagelo e se somos um só porque eu gostei da liberdade de andar sozinho... Não! Não gostei! Eu tive medo da vida na floresta. Bem certo meu nome ser Flagelo porque sou inseguro, sem autonomia, sem independência e  baixa auto-estima e falou: ainda bem que tenho minha mãe para me proteger. E sua mãe lhe diz: Não se preocupe, não pense mais sobre isso, eu penso por você pois eu estou aqui sempre para você! Flagelo então responde! Verdade, me sinto tão confortável que agora serei incapaz de andar livre na floresta pois não quero sofrer nenhum perigo! Mas se sou Flagelo o perigo não está também em mim?
Inconscientemente o Flagelo se Flagela na relação de zelo e se enfraquece e enfraquece sua força! Qualquer coisa lhe arrebenta e o faz ficar gripado porque Flagelo esquece de si. Sua mãe arrebatadora o cerca numa redoma e sobrevive com esse sentimento! E se  tirarem o Flagelo dela? Mais Flagelada ficará? Como sobreviverão!? 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Mar de solidão...

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Não sei se foi melhor,
Não sei se foi feliz,
Se foi amável,
Se foi de luz...

Só sei que em mar de solidão,
Em ar de teoria,
Em que as críticas e julgamentos permeiam,
Só sorrir... para se assegurar  que ainda está respirando...

Só sei que em mar de solidão,
A agonia travada no peito é o engasgo do desespero,
O rum do tédio,
A infelicidade do desejo...

Só sei que em mar de solidão,
Um sopro de choro guardado,
Um laço desarmado,
Uma cor sem cor e um som sem som,

Quem sabe quando?
Quem sabe como?
Um ar de desespero se desfaz?
Se despedaça...

E o amor se instala,
O zelo,
A paz,
A tranquilidade do ninar...

Porque em mil berços só um se estrutura bem,
Em mil berços só um vintém de ternura,
Em mil berços o destempero e o embaraço se instaura,
E a neurose só permanece por conta da fé...

Em mar de desespero,
Se apercebe o dia,
Em que uma atitude lançada,
Dois lados e um nada...

Em mar de desespero,
Estática em um ambiente hostil...

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O quê?

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Eloquente, quente...
Como um recipiente cheio de sagacidade, 
De respiração e emoção,
Como coração fora dos padrões...

Sonhar...

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Porque sonhar é se encher de vida...
Renascer as profundezas da alma, onde está grita...
É vibrar de emoção...
É ser suave com a rosa..,
Intenso numa prosa...
É ter fé em si e no mundo...
É retroceder a tristeza e evidenciar a alegria...
É viver com energia...
Ou simplesmente viver...
É ter expectativas...
Uma voz ativa...
Na defesa de si mesmo...
É acreditar na esperança...
Com perseverança...
É galgar bons frutos...
É voar...
 É amar...
É evidenciar uma luz interior...
É estar disposto...
Defender seus gostos...
Ser anormal...

Ser um tanto feliz...

O infinito...

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O tempo as vezes é janela aberta, as vezes é porta fechada, 
Prisão inocente das emoções, 
Ou talvez das incertezas...
O tempo se repete e parece infinito...
As vontades se apresentam quando num sopro as lágrimas caem,
E num sopro, nesse leve sopro do vento, a vida avisa que;
O tempo acabou.
Tempo é paciência, 
Respeito entre o sol e a lua, 
Entre o porvir e entre o existir, 
É o vazio incerto, 
E ao mesmo tempo, a única certeza, 
De que se acaba por algum instante...
Tempo, tempo, tempo...
Entre a calmaria e a angústia...
Tempo é contradição...