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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dezembro



Tu não és culpado dos alhures e quermesses híbridas,
Tão pouco da abundância de comida e da fome,
Não és responsável pelo esquecimento dos que necessitam ou da sua lembrança no seu mês apenas,
Nem pelas futilidades das roupas e sapatos,
De fato, tu poderia ser esperança, uma boa lembrança,
Mas normalmente tu é bebida, comida, farra  e um agradecimento único,
Porque tu não sobrevive o ano inteiro?
Para que agradecimentos, caridade permeie?
De fato, dezembro é descanso,
Mas também é cansaço da alma, por ver festejos externos e nenhuma mudança interna,
Tu deveria realmente revigorar, entretanto eu sei que não é tua culpa,
Você é o mês onde Jesus nasceu, que honra...
Pena que no resto do ano Jesus morre todos os dias,
Com desventuras e hipocrisias...
Mas ainda assim completo mais um ano,
Talvez para que eu aprenda que todos os meses árvores pomposas dentro de nós devem ser construídas,
Para que sustentados possamos aurir um futuro melhor e evoluir fora de um dezembro passageiro...