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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Escreva-me solidão!



Diante do tempo, as palavras gorjeiam dentro do peito, como um toque de sino de igreja que deseja estabelecer conexão com fiéis. Estabelecer um local aconchegante pra si mesmo em meio ao cotidiano tão corrido, ser fiel a si mesmo, se visitar, é importante. A escrita é um reverberar-se de emoção mas as vezes estas estão tão contidas, abatidas, pálidas, enfermas que nem o papel aguenta tanta fagulha, nesse caso, o melhor é calar-se e sentir o momento, ficar consciente de si e do mundo. São tantas palavras que meras páginas refratárias não caberíam tanto incômodo. A solidão íntima, é tão profunda que ninguém ocupa  esse vazio, só as próprias palavras que completam o próprio corpo e a própria alma, pois nem sempre carícias e sussurros são resoluções de problemas internos, esses só nós mesmos para resolvermos. Nem posso afirmar que devemos nos recolher  apenas a ser um, claro que  deve-se ocorrer socialização e conversas com amigos, com terapeuta, com psicólogo, com quem lhe agrade mas compreender-se é um dever só nosso, e compreender-se para viver melhor e ter bem estar consigo mesmo é compromisso nosso, e nem sempre é bastante falar ou escrever, mas sim, sentir a vida e a si mesmo, em cada passo, seja para se modificar, se aceitar, seja para se libertar...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Uma carta interior...




Na destreza do caminhar é necessário aprender a ser sozinho, mesmo que você tenha sido sozinho a cerca de algum tempo, (risos). Tá, tá bom, não se acomode em ser sozinho pra sempre. O que eu quero dizer e na verdade finjo que não quero dizer, é que siga em frente, vá, divague um pouco, seja sozinha ou acompanhada, olhe em sua volta, se deixe levar um pouco pela falta de juízo, se permita errar, se permita conhecer novas pessoas. Hey, não tenha medo! O máximo que pode acontecer é você se machucar, e isso um dia tinha que acontecer não é, faz parte da vida?! Ora bolas, beije mais, ame mais, viva mais. Até parece aquela propaganda clichê que sempre passa na televisão. Mas é verdade, ame, isso também é se cuidar! Desaprenda a ser sozinho, aquela fase de divagações também acaba sabia!?

sábado, 31 de janeiro de 2015

Repetindo...




''Sorriso de menina sem a graça''





   O meu capim molhado de sossego, quando passa um vento se estremece
no extremo do que é extra, extravagante excludente laxar de seco...Um
passo no olhar da esquina que acha que me ver, outro  movimento ao
passar na porta do mundo fechado... é a sorte da chave do meu ''eu''...ao
andar um sorriso, um lamento, um procurar de um segurar de mão...ah
sim ! Reverberar de ocupar-se no prazer de Duquesa sem Duque, um gosto
amargo na boca pelo não provar de doce sentimento intacto sem Platão
dizendo a beleza da mente quando sente o que não é sentido pelo toque ,
mas no toque de chorar... e no rio com vários afluentes me encaixo nesse
sem espaço de suprir o decadente sofrer por nada ter tido nem no falar ,
por ser pouco o  platonismo... e no querer de domingo, no querer de
andar no sol lindo, no lindo sol de domingo  na diversão.Um faltar do
nunca ter, um beijar sem sentido não é visto nesse turbilhão, da terra
de borboletas, nas borboletas sem terra e sem asas... com cor de beleza,
sem instrumentos de defesa só batucando na sem clareza do escuro sol
de domingo... e sem mala na viagem do caminho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Solidão?



Muitos dizem que é solidão...
Outros dizem que é tristeza...
Outros falam que é vitimização...
Muitos possuem pena...

Só que o vento é companhia que toca...
A música é o alívio das tristezas...
E vitima, só se for dos próprios defeitos, assim ninguém é vítima de nada...
Pena só as que voam...

Porque o que é...  é apenas ser o que é...
Sente as dores e aprende com os ferimentos...
Caminha entre espinhos e aprende a se defender...
Para alguém solitário será que isso já não é muito?

Ou não é muito aprender consigo mesmo?
E pra quem tem apenas o vento...
As nuvens e a chuva são apenas instrumentos de evolução...
Porque não deixa em paz a sua solidão?

Nem todo mundo consegue aprender do jeito que você aprende!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A vida passa...


A vida passa...
O ano passa...
As pessoas vão com um rio...
Aprendemos e desaprendemos...
Tudo é um ciclo...
Um movimento...
E tudo passa como a vida...
Simples assim ou talvez complicado...
Em uma jornada, em um caminhar...
Pedalando pra frente ou voltando...
Como queira o coração...
O ideal, é estar bem resolvido...
Refletir o infinito...
Refletir o coração...
Voar e seguir...
Adquirir evolução...
Assim mais um ano finda...
E que possamos pensar na saúde, no dinheiro, na paz e no amor...
E que além de tudo isso...
Possamos pensar no senhor...
Na espiritualização da alma e no bem...
Que 2015, seja mais um ano que te oportunize se melhorar!

Nos encontramos por aí!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

De volta pra casa...

Eu queria desencarnar, onde o vento é solto e livre...
Queria ir embora, não sem rumo mas talvez numa solidão sem perigos...
Queria ir para um lugar, onde o dinheiro não tem importância...
Nem os dotes, apenas o bem que fazemos,..
E queria ter a bondade nos olhos para merecer esse lugar...
Queria ir para um mundo mais justo,..
Sumir da terra...
Me sentir ocupada e livre...
Trabalhar com amor e com zelo fazendo o que gosto...
Gostaria de não chorar...
De não sofrer...
De ter amigos de verdade e o principal, ter amigos...
Amigos que pudesse abraçar e não só ouvir...
E não só ver ou sonhar...
Se eu pudesse, desencarnaria nesse lugar...
Para ser eu, de forma bela...
Se Jesus me pusesse em Marte, eu já estaria feliz, se lá a luz reinasse...
Se eu pudesse, eu nem escrevesse, nem falasse...
Apenas desencarnaria...


domingo, 21 de setembro de 2014

Somos as páginas de nós mesmos.

Quem escreve, sempre coloca a alma pra fora...
Desemboca em seus dizeres...
Tudo que está contido no vaso do coração...

Quem escreve, coloca suas emoções vis, viris pra fora...
E pra dentro o alívio do desabafo...
Tudo que o suspiro do olhar tece...

Quem escreve, nem sempre tem rimas...
Não por estrutura, forma, modo, mas por também estar sem rimas...
Apenas sente e talvez ressignifica as sensações...

Quem escreve, demonstra seus esquemas nas crenças, nas indiferenças...
Demonstra-se ao outro, ao mundo, o alimento que o sustenta...
E faz escoar na chuva dos desejos, os sonhos e a percepção...

Quem escreve, põe pra dentro...
Se repõe, se compõe, se extrapola, se invade...
Ou apenas, sente! Sente a si mesmo!