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domingo, 23 de abril de 2017

Zele por mim, Zele por ti, Zele por nós!

Numa casinha amarelinha no meio de uma floresta mora uma senhora muito zelosa e seu filho, o grande Flagelo.
O grande lema de Flagelo é amar sua mãe, zelar por ela, deixar de ser ele mesmo, para poder ser só um junto a sua mãe. O grande lema da mãe dele é zelar pelos filhos, amar os filhos e ser só um!
Na floresta passou uma ventania e Flagelo disse:
-Preciso ir para casa antes que minha mãe sinta minha falta. E já tem mais de uma hora que a senhora sua mãe, desesperada, despedaçada, pergunta a todos onde está o seu amado Flagelo, pois ele poderá despedaçar-se. Então Flagelo ao chegar em casa diz:
-Foi o cavalo que demorou... Foi o vento... Foi a lua... Foi a chuva... Eu não sei o que dizer, eu não sou zeloso? Lhe abandonei prolongando minha liberdade? Estou arrasado!
Sua mãe então respondeu:
- Uma ventania é perigosa, e até a lua pode te queimar, você pode se machucar!
E o grande Flagelo pensa:
-Eu deveria ter avisado! Eu sou culpado disso tudo. Eu sou realmente um  grande Flagelo e se somos um só! A culpa é toda minha porque eu gostei da liberdade de andar sozinho ao menos um pouco... Ai não! Não gostei! Eu tive medo da vida na floresta. Bem certo meu nome ser Flagelo porque sou inseguro, sem autonomia, sem independência e tenho baixa auto-estima. Por conta disso, resolveu dizer a sua mãe:
 - Ainda bem que tenho a senhora para me proteger.
E sua mãe lhe disse:
Não se preocupe, não pense mais sobre isso, eu penso por você já que eu estou aqui sempre para você!
 Flagelo então responde:
- Verdade, me sinto tão confortável que agora serei incapaz de andar livre na floresta, pois não quero sofrer nenhum perigo!
No entanto ele pensa:
- Mas... se sou Flagelo o perigo não está também em mim?
Inconscientemente o Flagelo se Flagela na relação de zelo e se enfraquece e enfraquece sua força! Qualquer coisa lhe arrebenta e o faz ficar gripado porque Flagelo esquece de si. Sua mãe arrebatadora o cerca numa redoma e sobrevive com esse sentimento! E se  tirarem o Flagelo dela? Mais Flagelada ficará? Como sobreviverão!? 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Mar de solidão...

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Não sei se foi melhor,
Não sei se foi feliz,
Se foi amável,
Se foi de luz...

Só sei que em mar de solidão,
Em ar de teoria,
Em que as críticas e julgamentos permeiam,
Só sorrir... para se assegurar  que ainda está respirando...

Só sei que em mar de solidão,
A agonia travada no peito é o engasgo do desespero,
O rum do tédio,
A infelicidade do desejo...

Só sei que em mar de solidão,
Um sopro de choro guardado,
Um laço desarmado,
Uma cor sem cor e um som sem som,

Quem sabe quando?
Quem sabe como?
Um ar de desespero se desfaz?
Se despedaça...

E o amor se instala,
O zelo,
A paz,
A tranquilidade do ninar...

Porque em mil berços só um se estrutura bem,
Em mil berços só um vintém de ternura,
Em mil berços o destempero e o embaraço se instaura,
E a neurose só permanece por conta da fé...

Em mar de desespero,
Se apercebe o dia,
Em que uma atitude lançada,
Dois lados e um nada...

Em mar de desespero,
Estática em um ambiente hostil...

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O quê?

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Eloquente, quente...
Como um recipiente cheio de sagacidade, 
De respiração e emoção,
Como coração fora dos padrões...

Sonhar...

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Porque sonhar é se encher de vida...
Renascer as profundezas da alma, onde está grita...
É vibrar de emoção...
É ser suave como a rosa...
Intenso numa prosa...
É ter fé em si e no mundo...
É retroceder a tristeza e evidenciar a alegria...
É viver com energia...
Ou simplesmente viver...
É ter expectativas...
Uma voz ativa...
Na defesa de si mesmo...
É acreditar na esperança...
Com perseverança...
É galgar bons frutos...
É voar...
É amar...
É evidenciar uma luz interior...
É estar disposto...
Defender seus gostos...
Ser anormal...

Ser um tanto feliz...

O infinito...

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O tempo as vezes é janela aberta, as vezes é porta fechada, 
Prisão inocente das emoções, 
Ou talvez das incertezas...
O tempo se repete e parece infinito...
As vontades se apresentam quando num sopro as lágrimas caem,
E num sopro, nesse leve sopro do vento, a vida avisa que o tempo acabou.
E tempo é paciência, 
Respeito entre o sol e a lua, 
Entre o porvir e entre o existir, 
É o vazio incerto, 
E ao mesmo tempo, a única certeza, 
De que se acaba por algum instante...
Tempo, tempo, tempo...
Entre a calmaria e a angústia...
Tempo é contradição...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Bem me quer, mal me quer...

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Pétalas despedaçadas, 
Se vão, tomara que não voltam...
O ano finda, e o lixo interno as vezes fica...
Porque não jogar tudo fora?
Limpar a cabeça, e além de comprar uma roupa nova, renovar-se...
Sorrir não por convivência social, mas por realmente deixar-se ser feliz por algum instante.
Esse ano, você foi você de verdade?
Lutou pelo que desejou?
Tirou tempo para o seu silêncio?
Você teve tempo?
Mais um ano se encerra...
Nossos atos não foram reformados, nosso olhar malicioso não mudou...
A verdadeira fraternidade, assim que termina o natal é guardada na gaveta...
Aí começa o carnaval, e começa o ano...
Aí termina mais um ciclo e nem se reflete pelo ciclo que findou...
As pétalas despedaçadas mal te querem...
Porque de bem querer poucos vivem...
Onde está?
A elegância do respeito...
A doçura da compreensão..
O acolhimentos dos defeitos...
O zelo por quem precisa de auxílio...
Mais um ano se encerra e 365 dias de pétalas despedaçadas se inicia...
Onde está o bem querer?

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dezembro



Tu não és culpado dos alhures e quermesses híbridas,
Tão pouco da abundância de comida e da fome,
Não és responsável pelo esquecimento dos que necessitam ou da lembrança desses, no seu mês apenas,
Nem pelas futilidades das roupas e sapatos!
De fato, tu poderia ser esperança, uma boa lembrança,
Mas normalmente tu é bebida, comida, farra  e um agradecimento único,
Então porque tu não sobrevive o ano inteiro?
Para que agradecimentos, caridade permeie?
Bem verdade... dezembro é descanso,
Mas também é cansaço da alma, por ver festejos externos e nenhuma mudança interna,
Tu deveria realmente revigorar, entretanto eu sei que não é tua culpa,
Você é o mês onde Jesus nasceu, que honra...
Pena que no resto do ano, Jesus morre todos os dias,
Com desventuras e hipocrisias...
Mas ainda assim completo mais um ano de vida em dezembro,
Talvez para que eu aprenda que todos os meses árvores pomposas dentro de nós devem ser construídas,
Para que sustentados possamos aurir um futuro melhor e evoluir fora de um dezembro passageiro...