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sexta-feira, 15 de julho de 2016

O infinito...

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O tempo as vezes é janela aberta, as vezes é porta fechada, 
Prisão inocente das emoções, 
Ou talvez das incertezas...
O tempo se repete e parece infinito...
As vontades se apresentam quando num sopro as lágrimas caem,
E num sopro, nesse leve sopro do vento, a vida avisa que o tempo acabou.
E tempo é paciência, 
Respeito entre o sol e a lua, 
Entre o porvir e entre o existir, 
É o vazio incerto, 
E ao mesmo tempo, a única certeza, 
De que se acaba por algum instante...
Tempo, tempo, tempo...
Entre a calmaria e a angústia...
Tempo é contradição...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Bem me quer, mal me quer...

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Pétalas despedaçadas, 
Se vão, tomara que não voltam...
O ano finda, e o lixo interno as vezes fica...
Porque não jogar tudo fora?
Limpar a cabeça, e além de comprar uma roupa nova, renovar-se...
Sorrir não por convivência social, mas por realmente deixar-se ser feliz por algum instante.
Esse ano, você foi você de verdade?
Lutou pelo que desejou?
Tirou tempo para o seu silêncio?
Você teve tempo?
Mais um ano se encerra...
Nossos atos não foram reformados, nosso olhar malicioso não mudou...
A verdadeira fraternidade, assim que termina o natal é guardada na gaveta...
Aí começa o carnaval, e começa o ano...
Aí termina mais um ciclo e nem se reflete pelo ciclo que findou...
As pétalas despedaçadas mal te querem...
Porque de bem querer poucos vivem...
Onde está?
A elegância do respeito...
A doçura da compreensão..
O acolhimentos dos defeitos...
O zelo por quem precisa de auxílio...
Mais um ano se encerra e 365 dias de pétalas despedaçadas se inicia...
Onde está o bem querer?

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dezembro



Tu não és culpado dos alhures e quermesses híbridas,
Tão pouco da abundância de comida e da fome,
Não és responsável pelo esquecimento dos que necessitam ou da lembrança desses, no seu mês apenas,
Nem pelas futilidades das roupas e sapatos!
De fato, tu poderia ser esperança, uma boa lembrança,
Mas normalmente tu é bebida, comida, farra  e um agradecimento único,
Então porque tu não sobrevive o ano inteiro?
Para que agradecimentos, caridade permeie?
Bem verdade... dezembro é descanso,
Mas também é cansaço da alma, por ver festejos externos e nenhuma mudança interna,
Tu deveria realmente revigorar, entretanto eu sei que não é tua culpa,
Você é o mês onde Jesus nasceu, que honra...
Pena que no resto do ano, Jesus morre todos os dias,
Com desventuras e hipocrisias...
Mas ainda assim completo mais um ano de vida em dezembro,
Talvez para que eu aprenda que todos os meses árvores pomposas dentro de nós devem ser construídas,
Para que sustentados possamos aurir um futuro melhor e evoluir fora de um dezembro passageiro...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Paixão, um pedaço de nós em erupção...

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Não diria amor, mas a paixão... ah essa quando chega, tudo muda, os olhos mudam, o coração acelera, você tenta ser uma pessoa melhor para agradar o outro e para que o outro se orgulhe de você. Tudo se move com o pensamento na pessoa amada. E o ciúmes? Dilacera por dentro, parece que um comentário de uma figura feminina, quebra todos os nossos pedaços, os últimos que sobraram, (risos) porque a própria paixão já nos estraçalha por dentro. É algo que dá vontade de chorar de saudade, que dá vontade que os tempo pare quando estamos juntos de quem amamos. É algo extraordinário e para corajosos, porque ''meu amigo'', é um exercício suado de tolerância, empatia, equilíbrio emocional, respeito e zelo! É um teste infalível, e quem não passa nem 50% no mesmo, briga por ciúmes, grita de sofrimento quando traído, esquece de si mesmo e dos outros... Paixão é uma faca de dois gumes, tem que se deixar levar, mas tem que saber como ir... e quem não tem experiência, como vai? És a questão... tudo fica mais difícil, isso é fato...mas ir com cuidado é um grande passo firme.
Paixão: Uma montanha russa sem freios.
Paixão: Uma vela pegando fogo.
Paixão: Um oceano inteiro.
Paixão: O nu mais belo.
Paixão: Doença que corrói a alma.


domingo, 4 de outubro de 2015

Um silêncio...

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Sou um espaço sem vírgula,
Uma incógnita,
Um pressuposto de um amanhã,
Sou um beco sem saída.

Sou um alecrim não dourado,
Porque adulta sou, mas não sei,
Uma culpa,
Uma sabedoria ou um vácuo.

Uma esperança e uma pureza,
Uma confusão de ideias,
O que conseguem ver e não ver,
Isso é fato: sou sutileza.

Sensível como uma rosa,
Medonha como a sombra,
A lembrança de si mesma,
Sou um silêncio ou uma prosa.

Prosopopeia...
Lírica ou um rock,
Não sei...
Talvez um arcabouço sem rima...


Porque sou sensível.



Tem gente que amamos de um jeito que é muito puro e viril, que desejamos todo bem do mundo. Que as mãos definem caminhos,
 Tem gente que os olhos nos dar vontade de entrar dentro da pessoa, que o sorriso; a expressão mais doce possível, que o abraço é o beijo da alma,
Tem gente, que queremos pegar por inteiro de uma única vez e colocar no colo, cuidar para que nada toque, arranhe, rasgue, machuque, que queremos pegar todas as dores  e engolir para que ela nada sofra,
 Tem gente que chega meio que sem querer, quando vemos: já chegou e já tomou conta de nós. Que o andar a gente admira, que os defeitos a gente aceita,
Tem gente que amamos tanto, mas tanto que dá vontade em um único beijo colar na pessoa e nunca mais soltar,
Tem gente que amamos tanto, mais tanto, que choramos de amor. Que se a pessoa falar oi, parece que é um eu te amo...risos...
Tem gente que é tão puro de coração que chora quando briga com os familiares e se culpa por ter brigado,
Tem gente que trabalha não só porque tem que trabalhar, mas porque ajudar a família é importante e isso é simples e ao mesmo tempo extraordinário,
Tem gente que prefere estudar um fim de semana inteiro porque é responsável e quer evoluir intelectualmente,
Tem gente que ama como pode não como queremos, mas o que importa é que ama,
Tem gente que é tão lindo, mas tão lindo que enjoa por ser tão bom por dentro,
Tem gente que adora criança porque dentro de si existe uma criança linda sendo revelada,
Tem gente que só vive cansado, mas nunca deixa de lutar,
Tem gente que invade a vida da gente e nos faz simplesmente amar.


domingo, 7 de junho de 2015

O silêncio de Melinda

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Não escolhi esse título por acaso. Ele se trata de um filme, cuja história é muito forte e triste, já que perpassa por uma situação de violência sexual e posteriormente retrata os aspectos depressivos da protagonista. A mesma foi excluída e julgada a todo momento (Melhor entendimento, assista o filme!). Assim penso: Será que alguém é tão auto-suficiente que aguente a todo instante ser julgado? Será que sabemos o que o outro passa para nos sentir no direito de julgar?
Esse filme ressignificou o meu silêncio, não como o caso de Melinda, mas como ela se sente, julgada e excluída. Muitos leitores vão dizer que estou derramando aqui os meus sentimentos deprimidos e que deveria me dispor a escrever coisas boas, outros talvez poderá também ressignificar o seu íntimo com tal texto. Estejam a vontade para as críticas. 
Pensei muito, antes de escrever esse texto, porque ele contém algo que faz parte de meu sofrimento psíquico, e me desculpem os leitores, estou escrevendo mais para mim do que para quem está lendo. Talvez porque seja tão difícil ser acolhida, ser escutada sem acusações, ser respeitada no meu jeito de ser. O meu silêncio, como o de Melinda, diz muito mais que as minhas palavras. Mas hoje quis falar, quis falar porque é difícil encontrar dentro de certos parâmetros sociais e econômicos, possibilidades de uma escuta profissional, posso dizer isso com muita certeza, pois a quinze dias, marquei consulta psicológica em um serviço psicoterapêutico de uma instituição, sendo que as taxas da terapia seriam simbólicas. Eu saltitante fiquei, quando em mim veio um pensamento: meu silêncio vai ter fim, vou confiar em alguém para contar o que sinto, e vou ser ouvida sem lições de moral. No entanto um desastre ocorreu. Fui surpreendida quando soube de comentários no corredor do serviço, futuras psicólogas rindo e fazendo pouco caso de seus pacientes, desdenhando de cada um. Sorte minha que seria minha primeira consulta, porque imagine só, já me encabulo no silêncio imagine depois de ouvir pessoas desdenhando dele? Iria sentir que nem meu silêncio pode ser respeitado. Triste e muito revoltada com tal postura anti-ética, resolvi me abrir com meu terapeuta supremo, o meu blog, como sei que  quase ninguém ler, não fará muita diferença mas ao menos dá uma sensação de ser escutada. Assim penso, como julgar os outros por serem mal resolvidos? Se nem sei ouví-lo e respeitá-lo?
Voltando ao filme, da linda Melinda, que me fez chorar bastante (Só uma pontuação, para que eu não me auto-boicote: iria escrever; "filme que me fez balbuciar ao chorar"). Sim, chorei feito criança com saudade do aconchego materno! Chorei sim, porque o silêncio de Melinda é a expressão da minha fala. E agradeço muito  a esse filme, por me ter permitido falar. 
Para notícia boa, para meus poucos leitores, talvez eu mesma e mais outra parte de mim que desconheço, (risos), me consolarei procurando outro serviço especializado, talvez assim eu seja escutada... talvez assim eu seja acolhida, entendida. Talvez assim, eu consiga escrever o que tanto querem ou o que eu mesma quero. Escrever coisas mais positivas, equilibradas e bem resolvidas. Mas como sou pobre mortal, ainda nesse desfecho de cuspir o que me incomoda, me refaço nessa companhia.