Visualizações de páginas da semana passada

domingo, 6 de julho de 2014

Para algo que nem mesmo o tempo explica...



Tão distante em dissabor...
Em sementes plantadas...
Quem não conhece tem desamor...
E uma espanto nas pálpebras...

Mãos refletem insegurança...
O olhar cabisbaixo...
O sol logo descansa...
Como o caimento dos braços...

A madeira reverbera luz...
O gosto seco reflete nos lábios...
O sol nem pensa que reluz...
E a visão, talvez um ensaio...

Para algo que nem mesmo o tempo explica...

sábado, 5 de julho de 2014

Manchas do presente...

Como uma estrada sem fim...
O que seria futuro...
Desejos, é um belo jardim...

Escancarado na cara uma sinopse...
Uma entrada pro além...
Talvez desalentado...

Além do singelo sorriso...
Uma escavação de vontades...
De continuar sem vontade no riso perdido...

Continuando a desejar...
Entre espinhos a florir...
O que encanta e padece...

Duas visões...
Uns dizem lamuria, outros franqueza...
Talvez os dois corações...

Um seja...
Uma beleza perdida...
Ou beleza no qual dá pra se perder...

Um rio e seus afluentes...
Um preciso de você...
Um dependente...


Um descompasso...
Um erro em sinceridade...
Uma sinceridade errante...

Um sucesso viril...
Sem sucesso em coisas simples...
Uma tristeza de vinil.

 A mesma coisa?
Talvez, depende de quem sente...
No sentido sem fim...

Sem fim...

Pedro Mariano- Voz no ouvido

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Um ano...

Mudanças, visão a clarear...
Uma introspecção...
Os dois sorrisos sem ação...

Um país dentro do mundo...
O mundo, apenas um vilarejo...
O céu se amplia em desejos...

Em sonhos...
Mais um ano a se esperar...
Um porvir pra se alegrar...

Sendo simples como sempre...
Já que em sonhos da realidade...
O sorriso será alegria de verdade...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O conto da noite...




É uma tarde escassa, onde a plantação não recebeu nutrientes suficientes, onde a chuva grita mas não em seu favor. O trabalhador deita em sua cama para descansar e reflete: ''como será meu futuro diante de uma plantação tão mal cuidada? Como teremos lucratividade se o senhor do engenho não deseja investir?''. Logo ele pensa em planos para o futuro, deveria se formar em agronomia para poder dá dicas melhores ao chefe, ou poderia sair sem rumo com sua trouxa na mão, tentando um futuro diferente, em um setor diferente? Mas o que ele sabe fazer? Iria ser copeiro? Seria vigilante? Ele logo riu, dizendo: ''só se for, vigilante da vida alheia. Mal sei quem sou, como sair daqui?''. Escureceu, o vento soprou na janela, no lugarejo em que vive, e os trovões apontaram mais notícias ruins. Se a plantação receber mais água irá morrer. O trabalhador olhou o céu e lembrou de Deus, gritou feroz: ''Senhor, cuida de mim, eu te imploro!''. No dia seguinte, a plantação definhada, o seu patrão abominável, choroso gritou: ''economizei em nutrientes, acabei tendo mais prejuízos''. O trabalhador disse: ''podemos plantar novamente senhor, utilizar de nutrientes e produtos químicos necessários para que, a plantação aguente e o senhor vai lucrar ao ponto de recuperar esse prejuízo''. O patrão disse: ''é o que me resta!''. Seguiram para o trabalho e plantaram novamente. No dia seguinte, o sol vibrante reluziu as mudas que já brotavam. Semanas se passaram, as mudas cresceram, colheram e venderam. O patrão, conseguiu finalizar suas dívidas e ainda como gratificação, dividiu seu lucro com todos os trabalhadores.
Refletimos com isso, que muitas vezes aprendemos pela dor, não pelo amor. Muitas pessoas precisam ter prejuízos, seja material, espiritual ou psicológico, para que mudem de atitude.Sendo mais generosos, humildes, que tenham respeito aos subalternos. As vezes é necessário dá mais chance, esperar, ter fé que, quem mais tem dificuldade de mudar de atitude, mudará! O fato é, não desistir por tão pouco. Vamos a luta!

Explicável... inexplicável!




Uma imagem a recordar...
As lembranças do vento...
A saudade do sol...
O intransferível amadurecer da manhã...
E como sois, sem sol...
Somos talvez a retroflexão da brisa...
Forasteiros de nós mesmos...
Sentimentais...
Construídos para sentir...
E vibramos com o toque do outro...
Seja bom ou ruim...
Somos assim, um sim e um não...
Uma espécie de turista de si mesmo...
Porque nos alteramos com a vida...
E passeamos no infinito de sensações...
Somos mais que o trabalho, a família, o dinheiro...
Somos ''eus'', dentro de nós mesmos...
Somos ETS e seres normais...
Animalescos e sobreviventes de nossa insanidade...
Somos o que queremos ser...
O abraço ao próximo...
Um eu te amo...
Somos o que fazemos ter um sentido...
Construtores e destruidores...
Seres humanos...
Somos emoção do som da água da cachoeira...
O florescer das flores e o anoitecer do dia...
Somos rupestres, desenvolvidos, rurais...
Somos o que nem sabemos, quando e como...
Mas somos nós mesmos...
E o que sentimos...
Somos o nosso próprio lar interior...
Um mistério...
Ou somos apenas nós!
E um gesto de amor!

Invernou...


 

Como pétalas congeladas as vezes no irreal...
Onde as palavras vai além do dizer...
No papel, a escrever a imagem do coração...
Despedaçados momentos...
Fases a esperar...
Porque mesmo no inverno, existe um sol a brilhar...
E os olhos contemplaram a vida...
Um novo pomar...