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domingo, 4 de maio de 2014

Menina...




Em meus versos tão singelos...
Um sopro de ansiedade me toma...
Talvez as flores desejosas ou uma tempestade ...
Talvez um sorriso de reverbera-se ou uma imaturidade nos olhos...

Onde nada é lido porque tudo é apático...
Em meus versos tão singelos...
Onde o poema não tem rima...
E talvez basta um abraço...

Nesses versos tão singelos tantos sonhos a conquistar...
Na espectativa das flores...
Na espectativa de mudanças...
Onde algo está por desabrochar...

Onde sonhos são de fantasias...
Ainda uma menina...
Porque ainda nada sei...
Porque a vida as vezes é vazia...

A ternura e docilidade se encontra...
E na revolta de menina..
Nos versos singelos....
Uma ironia e sarcasmo desencontra...


sexta-feira, 18 de abril de 2014

...


Talvez nada fosse mais concreto como agora...
Talvez a maturidade tenha ganhado um espaço...
Apesar do mar para pouco sal...
E a montanha antes de peso...
Fosse o topo que fornece uma visão menos vertical...

Talvez antes fantasia mas agora a vida se transforma...
O corpo do copo é a água da história...
Talvez não caiba mais em copos ...
Um escopo de solidão...
O corpo visto como símbolo de emoção...

Talvez seja uma casa o lugarejo da alma...
O emprego não mais essencial...
E a matéria algo do prazer carnal...
Talvez os desejos não mais  animais...
Passou-se a ser prazer bilateral...

Talvez a voz de menina é apenas proteção...
A mulher interior seja vulcão...
Talvez a vida seja um desejo de liberdade...
Não o da fuga dos compromissos econômicos...
Mas de satisfação na tamanha produção...

Não mais uma casa ou um carro na multidão...
Mas o conforto da alma...
O transporte da vida...
E a imagem de alívio diante das dificuldades...
Talvez apenas se resume a realização...

Talvez seja uma segurança no coração! 

sábado, 22 de março de 2014

Momentos...

Momentos são versos singelos, uma pura paciência...
Momentos são entrelinhas de um livro aberto, uma pura significância...
Talvez em alguns momentos, um rumo a tomar, algo a esperar...
Como o carro no meio da escuridão...
Ou um turbilhão de escolhas...
E podemos comparar os momentos?
Não são únicos?
Momentos, perpassa tristeza e felicidade...
A vida, difícil como ela é, momentos de alegria?
Talvez de música e de desejos...
Momentos, talvez seja um endereço de saudade...
Uma amizade...
Ou um passo no meio do sem fim...
Momentos, uma vontade de se refugiar...
Ou apenas respirar um pouco mais... 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Solidão, que poeira leve...



Bem que poderia ser leve...
Dizem que a solidão é quando a alma se perde...
Eu diria que ela é quando a alma quer ser livre e ela mesma e não consegue...
Ela se sente apática e vazia por não se movimentar e assim se entristece...
Solidão é a vontade de ser e viver da maneira que deseja mas é retido...
É sobreviver e não sentir o que deseja...
Isso que é se perder por completo...
Basta uma conquista e a acompanhante chega...
A alma!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Cultivar a paz de espírito





Vivemos em mundo agitado, conturbado, muitos desejos, preocupações, coisas para resolver passa dentro de nós, um turbilhão de ideias nos envolve. E como adquirir a tão chamada paz de espírito? Será que é algo de outro mundo? É algo utópico? Que estado é esse? Nos perguntamos sempre, parece algo de seres evoluídos, mas não é tão ilusório como imaginamos. Umas das coisas a fazer quando o pensamento egoísta, pessimista quiser tomar conta de você, ao invés de querer distanciar-se dele pro início, não se julgue, tenta contemporizar, deixa ele vir, após conturbação encontre um meio de respirar levemente. Pare em um local sozinho, respire fundo, conte até três, se precisar até mil, quando encontrar essa calmaria interior, após esse minuto de sossego que você se presenteou no trabalho etc. Depois desse tempo, que tal se refazer, pensar com clareza e consciência, cada coisa em seu lugar. Se uma crítica te incomodou, um momento de estresse de fez entristecer, o que quer que seja, você se refaz e raciocina docilmente, primeiro não se culpando, depois tente se aceitar, mesmo se errou, aceite o outro também, e em seu porto seguro reflita que só foi um momento de tensão, passou...Aceite-se do jeito que você é, isso é um começo para as mudanças virem. Ouça uma música para relaxar, se ficou com raiva, saia da situação e isole-se um pouco, isso faz bem pra alma, doe sua energia para você mesmo. Quando você começar a ter mais consciência e clareza em seu pensar, a positividade terá espaço, a brandura acontecerá, a ponderação no falar chegará até você!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sonha tanto que flutua...

Dentro da ilusão ou do concreto...
Dentro de si ou fora dele...
Dentro da vida ou fora dela...
Dentro do abraço ou sem abraço...
Dentro do amor ou sem amor...
Dentro das nuvens ou sem doçura...
Dentro do ''eu'' ou com fissura...
Dentro alguém ou sem alguém...
Dentro da pele sem uma pele...
Dentro do corpo ou voando...
Dentro da meditação ou sem projeção...
Dentro dos sonhos ou flutuando...
Porque  dentro de algo talvez realiza-se!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mudanças...



Que possamos nos libertar de tudo que nos faz mal...
Do fumo, da bebida, da intolerância...
E traçar em um novo sinal, a luz que brilha em nós, uma nova criança...
Jogar fora no lixo os alhures e aflições...
Dançar na vida com delicadeza e regras...
Fazer o bem, procurar reformar os corações...
Retirar o incômodo do ar...
E antes de pedir, agradecer...
Construir novos horizontes ao invés de se lamentar...
Porque comum ano novo, todos temos...
Não importa se em grandes viagens ou sem o que comer...
Devemos levar a água do rio com bem querer...
E sorrir no bem sofrer....
Mas o que importa é que sempre há tempo de recomeçar...
Porque o tempo novo quem faz somos nós...
No ano velho ou no novo que há...
Datas, apenas são  músicas de algozes...
Porque no tom que temos ter rumo...
É o tom da alma, afinada e nem grave mas melhores...
Porque a vida é uma só mas sentimos de maneira diferente...
Música que nos invade...
Desabrochando como outono que é a passagem da mente...
Nem alegria e nem tristeza...
As coisas que ainda incomodam e outras que nos satisfazem...
Um pouco das duas belezas...
Nesse tempo quem em nós invade...
Procurar modificar e moldar o que permeia...
Porque o mar é grande pra ter certeza...
Que no fim tudo irá acabar...
Até o ano...
Mas é algo simples...
Apenas irá mudar...