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sexta-feira, 8 de julho de 2011

No vazio das horas...

Como uma guitarra desafinada, no sopro sem saída, como uma agulha ferina que decreta a perfuração da alma, como a lágrima mais carente do sonhar, o sentir mais só do luar, no céu sem lua, na pureza descarada, nos joelhos sinistros dos joguetes de Cinderela, nos dedos viris do toque do amor, na xícara de chá vaga sem gosto e nem bela, nos olhos mais ardentes palpitantes de mulher, na roupagem pobre das flores, na larga dor amarga sem zelo ...no rastro do capim do dia estando no mato das horas...na nojeira e vaidade pobre, na la caída dos seios...viva e constante no pegar a vida...nos arames farpados do ego sem zelo...na lágrima que não cai, sem cair lágrimas vai...no quadro mais sem quadro da figura do ''ser''...no gosto de fêmea querendo a evolução inesperada no viver...

...Na paisagem do coração... a saudade é apenas estímulo aos olhos!

No brilhar distante de um sentir
No farol da solidão do interior
No brilho de um soluço ao querer beber a água num frenesi mais saboroso ; o beijo apaixonado!
No beijo de amor!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Que as flores cheguem com a ternura de sempre!

No jeito de menina, com ternura irritante...apenas um olhar e um abraço ao falar...e um beijo de criança! abraço na minha alma!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pensando alto!

Aquela saudade que bate no peito, talvez seja um sim e talvez um não...o tempo corre, as coisas passam, o mundo gira, as buscas ficam mais longas e a ternura sempre pedindo espaço no caminho...solidão rajada de vento, as coisas, o tudo e o nada, o concretizar-se em matéria e ao mesmo tempo querer esvair em matéria e torna-se um pó, pó de luz...as horas passam, sem ao menos uma mensagem, sem ao menos uma mensagem, até do coração que não sabe pra onde vai...a esperança de um tempo saudável e agradável sem rancor próprio, a esperança de uma motivação de cor e uma pintura charmosa no olhar além de uma prova idiota que não sabe falar, porque viver não é ter é ser, ser livre e a matéria prende...a enorme esperança de ter a matéria porque ela também serve e é o que frustra...você é o seu próprio duelo...precisa de equilíbrio e não pode aniquilar um só buscar...

domingo, 3 de julho de 2011

Bem no fundo, intrigante e sagaz, rebolando como um desgovernado objeto é o sentir...tão forte quanto uma batida de carro...



Quente em chamas lapidadas e consolidadas de um suor viril e doce na tampa do sentir tendo de argumento o nada ter e vivendo o momento mais sensual e terno do ser no proporcionamento do toque da emoção.
A chuva do porão se foi e a soltura do amor vigora amplamente ao querer pulsar, quem sabe ...quem sabe um beijar envolvente e sinuoso e os olhos voam na música de vinil e mais moderna sendo qualificada e que o som me carregue duplamente qualificada...na monstruosidade da saudade que irá chegar sem maldade mas na ternura envolvente das palavras ...Bem no fundo, intrigante e sagaz, rebolando como um desgovernado objeto é o sentir...tão forte quanto uma batida de carro...

sábado, 2 de julho de 2011

Nas flores...




No divertimento das cores e no que é belo na vida, no sonhar doce do canto das flores...no gritar meigo, Cinderela floral sem sal no jornal do amor, querendo praticar o esporte mais bonito e de louvor, o esporte da alegria na tintura dos dias...vivenciar a vida sem cobranças insanas, apenas seguir no sentir da luz ingerida com fome ...e encher de flores os cabelos e o corpo, para as borboletas pousarem com dedicação, encher de flores o coração...e suspirar levemente na multidão...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O eco do vento!



O vento passa, o vento assopra, o vento no carro do sossego
O vento que acalma e faz terapia, o vento do interior da Bahia
O vento torpe da aurora que fez dormir à luz, o vento puro vento que só seduz
O vento seduz o corpo proporcionando sensação refrescante, o vento que leva, vento sem luz, que se torna brilhante
O vento do verde montanhoso, vento nos olhos e cabelos, tal vento saboroso
O vento indignado, as vezes do ''o'' e dos ''os'', não! vento só um, do ''o'' sem voz interior, do grito de horror
Albano Martins
O vento que cativa, sabiá na árvores tal é o vento, puro escândalo, canto dos ''us'', os ''us'' dos urubus!