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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Imensidão do ''ser'' inconstante, farroupilho incabível e irritante, desdentado na banguela da Bahia...

Na doçura do caminho de rapadura, na estrada enganosa que pode ter alguma verdade insolúvel e delicada
Na estagnação dos bons gestos mas no culminar das palavras
Na brancura brava do berro do sentir
Na Bahia meio mar do existir
No cheirinho de criança quando o perfume é experiência
Na inocência ofegante do palpitar sem ruminação do desejo
Na formosura sincera no sem tino de um beijo
Na palavra do beijo do mar da baía sem por do sol
Na sensação do canto interior, raridade e exatidão
Na força , até imperiosa força de querer homeostase se revigora
Ou simplesmente na brincadeira de adulto de uma fala e escrita poderosa!

sábado, 18 de junho de 2011

A mentira não é sábia!

Ai meu bem como a lua é doida , ai meu bem como a lua é charmosa, ai meu bem como a lua é poderosa, ai meu bem a lua é mulher!
Ai meu bem com a lua eu faço luz, com a lua faço planos debaixo dos panos encantando e enganando...ai meu bem como sou sem luz!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estripada a alma...

Nua...pelada, com os nervos de fora, as veias pulsando e gritando, os pulsos invertidos e escandalosos..nua...com a alma nua, crua em fogo e neve, num papel de criança, mulher de corpo aberto, fria, gelada com a frieza das silhuetas, com a voz estripada, murcha e sóbria...uma novela do interior, de cabeça baixa, sem pudor, com a alma sangrando, viva...as costas descem até o chão e os olhos até o infinito..nua, a moça está com a alma nua na salmoura que salga a vida!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um beijo de flor sem flor a sonhar, beija-flor perdido, não sabe beijar!



No colo sem a lua, um colibri de bermuda é viável, um sentir meigo, um tesouro escondido em qual ninguém ver, só a ilusão de ótica, é que o poste é muito alto!
Uma tatuagem sem desenho, uma rosa enchada e lenta, uma árvore de magia, uma emenda de curiosidade, um ser escondido e sem maldade, os ares libertam a voz de criança, o buscar concretiza a maturidade desabrochando, o rio e seus afluentes, um falar de orvário garganta fumando.Uns quereres de tocar seguro de adolescência voando e o romantismo em si só esperando.Nas idades mesmo irreverentes, nas idades, na mente, a delicadeza e fervura infantil, o altar de ser adulto, um beijo ardido na alma, a vida e os sonhos como um disco de vinil.


Safadeza emotiva !

Debaixo daquela árvore o olhar de menina, no canto dos olhos o jeito da idade não termina, os pensamentos vão longe de encontro a saudade do que não lembra, na cadeira confortante do querer sentir revigora os dias, na árvore primavera senhora da noite domir de colinho, no aconchego de velho no suspiro devagarinho, naquela pose insana pega a moleta e lamenta os dengos, no verde louro dessa flâmula meu país dita os sonhos e ficamos isentos, dos atributos um real nada se vai no banal dia coração, palpita doces de bombom no bom dos livros mundos contados, na conta carnaval na cama. Debaixo daquela árvore o corpo se inflama, ternura ao ar , ar livre de você, de mim puro prazer nos começos a dizer, nada de falar , não! nada! só doçura e mel no azedo, porque desejo está lá! Naquele gole o golpe de debaixo dos panos, aí se pega , se joga , se ilude e faz farofa com o dinheiro que não veio, sete filhos, nada de dinheiro. E tudo se encaixa na caixa do peito, felicidade nos lábios e diversão nos cabelos! Aí tudo vai bem, até quem nada tem nada no sentimento, aí o gosto do povo é igual a cultura dos ricos, aí tudo fica igual, cantamos o hino e tudo vira nacional!

sábado, 11 de junho de 2011

Eu?






Desconcertada, ela vira os olhos no meio da multidão, sociedade macabra, cheia de farsa, aprender com ela o quê?

Talvez virar a meia ou curtir o chulé?

Ah, coçar a cabeça ou a mente?

Deixar pra lá menina!

Coisa chata, quer saber de tudo!



Não sei mais...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Liberdade; Prisão de nós mesmos.


A única liberdade que possuímos é de pensamento ainda sim formulada socialmente devido cultura e outros atributos ao que nos convém.
Livre arbítrio é liberdade?
Não e sim , é livre arbítrio porque ao fazer algo que a nós condiz somos livres ou você pode optar como eu ao ''não'', pois não existe livre arbítrio, somos estruturados. Questionando nossa liberdade ; convivemos em sociedade, precisamos conviver em sociedade, o que limita nossa subjetividade. A indústria da subjetividade privatizada que é o capitalismo aumenta nossas limitações... Será que você é livre? Você ficaria '' nu'' na rua?Você não precisa pagar suas contas? Se cometer um crime não será preso?
Claro, muitas respostas são necessárias e consideradas adequadas mas ainda sim considerar uma resposta adequada não é ter liberdade de pensamento, porque somos seres socializados, mas os animais e uma pessoa criada entre lobos é livre? os animais não são livres, o livre arbítrio deles está associado a caçar por necessidade se um não se comporta como o seu grupo ele sofrerá aversão, ou não?
Até a nossa dita ''liberdade interior'' é reformulada, uma liberdade limitada, se não estaríamos a criar novas idéias, então Sócrates foi um cara livre? ainda sim creio que não, apesar de inovar sua época , ele inovou tendo o alicerce do momento histórico.
Nem o espírito é livre, tudo que ele faz é devido alguns fatores surgidos de outros fatores e que ele faz por analisar os fatores e porque dependendo do fator ele sofrerá as consequências boas ou ruins de suas atitudes.
Liberdade material, inanimada, liberdade da alma, liberdade ?
Até hoje ainda procuro explicar o que é liberdade e você?