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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Explicável... inexplicável!




Uma imagem a recordar...
As lembranças do vento...
A saudade do sol...
O intransferível amadurecer da manhã...
E como sois, sem sol...
Somos talvez a retroflexão da brisa...
Forasteiros de nós mesmos...
Sentimentais...
Construídos para sentir...
E vibramos com o toque do outro...
Seja bom ou ruim...
Somos assim, um sim e um não...
Uma espécie de turista de si mesmo...
Porque nos alteramos com a vida...
E passeamos no infinito de sensações...
Somos mais que o trabalho, a família, o dinheiro...
Somos ''eus'', dentro de nós mesmos...
Somos ETS e seres normais...
Animalescos e sobreviventes de nossa insanidade...
Somos o que queremos ser...
O abraço ao próximo...
Um eu te amo...
Somos o que fazemos ter um sentido...
Construtores e destruidores...
Seres humanos...
Somos emoção do som da água da cachoeira...
O florescer das flores e o anoitecer do dia...
Somos rupestres, desenvolvidos, rurais...
Somos o que nem sabemos, quando e como...
Mas somos nós mesmos...
E o que sentimos...
Somos o nosso próprio lar interior...
Um mistério...
Ou somos apenas nós!
E um gesto de amor!

Invernou...


 

Como pétalas congeladas as vezes no irreal...
Onde as palavras vai além do dizer...
No papel, a escrever a imagem do coração...
Despedaçados momentos...
Fases a esperar...
Porque mesmo no inverno, existe um sol a brilhar...
E os olhos contemplaram a vida...
Um novo pomar...

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Vazio...


Um caminho tão distante dentro do peito...
Onde as areias fazem parte dos grãos da alma...
Onde os passos são frágeis e tonteantes...
Onde o peito é angústia...
O sol as vezes brilha e as vezes se esconde...
Vazio é uma polaridade de desejos...
Um querer de abraço...
De complementação...
De companhia...
De amor...
Vazio é o mais vago dos sentidos...
É a pele ressecada, é a dor na barriga...
É a tosse do infinito...
Vazio é as mãos inseguras...
É o sofrimento real...
É o choro de criança...
A falta da família e da paz...
Vazio é a construção da infelicidade que permeia por anos...
É o suspiro bandido...
É a dor da falta de si mesmo...
É a falta do nunca tido...
Vazio talvez seja um vácuo...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Introspecção...



A vida é mais que um aglomerado de situações externas...
A vida é também  o ''eu''...
Os pássaros que carregamos podem ser bons mas será que nos prendemos a eles?
As mãos que seguramos nossos jogos psicológicos são macias...
Mas será que vivenciar um sofrimento por completo traria felicidade?
O que é segurar-se sentimentalmente?
A vida é um fardo?
Ou você precisa dá limites as pessoas?
E os pássaros carinhosos, eles te bicam?
E você porque os prende em gaiolas ou gosta de segurá-los?
Por que tanto medo de se enxergar?
De enxergar sua dor?
É confortável ficar no estagnado mesmo com incômodo?
Será que isso te protege?
Solte seus pássaros...
Solte suas cores mesmo que em momentos sejam negras ou rudes...
Porque para um pigmento ficar bonito ele precisa muitas vezes de uma mistura...
E o sol só aparecerá depois que as nuvens esvaírem...
Olhe para dentro, não tenha medo...
Se permita...
Se conheça...
Se modifique....

domingo, 4 de maio de 2014

Menina...




Em meus versos tão singelos...
Um sopro de ansiedade me toma...
Talvez as flores desejosas ou uma tempestade ...
Talvez um sorriso de reverbera-se ou uma imaturidade nos olhos...

Onde nada é lido porque tudo é apático...
Em meus versos tão singelos...
Onde o poema não tem rima...
E talvez basta um abraço...

Nesses versos tão singelos tantos sonhos a conquistar...
Na espectativa das flores...
Na espectativa de mudanças...
Onde algo está por desabrochar...

Onde sonhos são de fantasias...
Ainda uma menina...
Porque ainda nada sei...
Porque a vida as vezes é vazia...

A ternura e docilidade se encontra...
E na revolta de menina..
Nos versos singelos....
Uma ironia e sarcasmo desencontra...


sexta-feira, 18 de abril de 2014

...


Talvez nada fosse mais concreto como agora...
Talvez a maturidade tenha ganhado um espaço...
Apesar do mar para pouco sal...
E a montanha antes de peso...
Fosse o topo que fornece uma visão menos vertical...

Talvez antes fantasia mas agora a vida se transforma...
O corpo do copo é a água da história...
Talvez não caiba mais em copos ...
Um escopo de solidão...
O corpo visto como símbolo de emoção...

Talvez seja uma casa o lugarejo da alma...
O emprego não mais essencial...
E a matéria algo do prazer carnal...
Talvez os desejos não mais  animais...
Passou-se a ser prazer bilateral...

Talvez a voz de menina é apenas proteção...
A mulher interior seja vulcão...
Talvez a vida seja um desejo de liberdade...
Não o da fuga dos compromissos econômicos...
Mas de satisfação na tamanha produção...

Não mais uma casa ou um carro na multidão...
Mas o conforto da alma...
O transporte da vida...
E a imagem de alívio diante das dificuldades...
Talvez apenas se resume a realização...

Talvez seja uma segurança no coração! 

sábado, 22 de março de 2014

Momentos...

Momentos são versos singelos, uma pura paciência...
Momentos são entrelinhas de um livro aberto, uma pura significância...
Talvez em alguns momentos, um rumo a tomar, algo a esperar...
Como o carro no meio da escuridão...
Ou um turbilhão de escolhas...
E podemos comparar os momentos?
Não são únicos?
Momentos, perpassa tristeza e felicidade...
A vida, difícil como ela é, momentos de alegria?
Talvez de música e de desejos...
Momentos, talvez seja um endereço de saudade...
Uma amizade...
Ou um passo no meio do sem fim...
Momentos, uma vontade de se refugiar...
Ou apenas respirar um pouco mais...